OLHAR CIDADÃO - UM MINISTRO SAI EM DEFESA DA ANISTIA AO CRIME DE CAIXA DOIS

GILMAR MENDES 
Espanta, assusta e preocupa, a posição adotada pelo Ministro  

A defesa da ANISTIA DO CAIXA DOIS, não parece ser "NORMAL" e aceitável, vinda de um dos onze integrantes do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, e presidente do TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL.

No momento em que o país luta para chegar a um PATAMAR em que a JUSTIÇA consiga de fato, e dentro da legalidade, chegar a aplicar punições aos que cometeram graves crimes de CORRUPÇÃO e DESVIOS de RECURSOS PÚBLICOS, um MINISTRO se juntar ao palavrório de políticos que buscam salvar a própria pele, é mais que um PONTO FORA DA CURVA.

Nunca demais lembrar que no julgamento do MENSALÃO, o Ministro tinha uma posição completamente diferente da que assume agora.

A LEGISLAÇÃO ELEITORAL coloca limites às DOAÇÕES ELEITORAIS, justamente para impedir que o poder econômico interfira de forma INDEVIDA e ANTIDEMOCRÁTICA no processo eleitoral.

QUEM RECEBE e QUEM DOA valores NÃO DECLARADOS, ainda que esses valores sejam LÍCITOS, NÃO COMETE APENAS UM CRIME FISCAL. Os cúmplices nesse expediente, cometem crime GRAVÍSSIMO, pois, BURLANDO A LEI, buscam impor sua vontade e sua candidatura, de forma desleal com os demais concorrentes e desonesta com o eleitor.

Ademais, forçoso desconfiar das intenções futuras de quem assim procede, quanto anão ser exigido e concedido reciprocidades de duvidoso caráter.

É evidente que quando os recursos empregados na FRAUDE ELEITORAL são de natureza ilícita, DESVIADOS DOS COFRES PÚBLICOS, ou provenientes de outras crimes como TRÁFICO de drogas e armas, OCORRE UM AGRAVANTE. Se parte destes recursos vai parar no BOLSO ou em conta no exterior dos MAUS CANDIDATOS ou POLÍTICOS, temos outro AGRAVANTE.

Há de se considerar, porém, que na raiz de tudo, está uma ILEGALIDADE, que tem como OBJETIVO que alguém chegue ao PODER, usando meios MAIS OU MENOS GRAVES, porém, todos GRAVES e, portanto, INACEITÁVEIS e que não podem ser ANISTIADOS.

Sua excelência o MINISTRO GILMAR MENDES deveria repensar sua posição, e principalmente se dar conta de uma vez por todas, que um certo recato e "silêncio", se impõe a quem ocupa os altíssimos cargos onde se encontra.

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