SÉRGIO CABRAL E AS VISITAS PRIVILEGIADAS EM BANGU 8 - ABUSO DE PRERROGATIVA !


FILHO DO EX-GOVERNADOR, O DEPUTADO MARCOS CABRAL - PMDB/RJ É APONTADO EM RELATÓRIO DA SEAP COMO VISITADO O PAI 20 VEZES FORA DOS DIAS E HORÁRIOS PERMITIDOS.

Se comprovado que o Deputado Marcos Cabral, para poder visitar seu pai, preso em Bangu 8, utilizou de forma indevida a sua prerrogativa parlamentar, o caso deve ser objeto de análise no CONSELHO DE ÉTICA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS, e também de AÇÃO por parte do Ministério Público Federal.

De acordo com um relatório da secretaria de administração penitenciária do Rio, divulgado pela GloboNews, o deputado federal, Marco Antonio Cabral (PMDB-RJ) esteve visitando o pai, no complexo de Bangu mais de 30 vezes. 

O ex-governador do Rio, Sérgio Cabral está preso no presídio de Bangu 8 desde novembro do ano passado. Das 30 visitar que recebeu do filho, 20 foram realizadas fora dos dias e horários permitidos: às quartas e sábados, de 9h às 16h. 

O deputado não foi o único político que visitou Sérgio Cabral fora dos horários convencionais.

De acordo com o relatório, Marco Antonio Cabral faz proveito de uma prerrogativa parlamentar para poder entrar no presídio a qualquer hora do dia. A Justiça foi alertada dessa prática pelo Ministério Público em dezembro de 2016.

O relatório mostra que o deputado federal foi ao Complexo de Bangu 32 vezes. Em 23 visitas, Marco Antonio usou da prerrogativa parlamentar para poder se encontrar com o pai. Dessas, 20 visitas foram feitas fora dos dias e horários permitidos.

O ex-governador, Sérgio Cabral, foi preso pela operação Calicute em 17 de novembro de 2016 em Bangu 8, na Zona Oeste do Rio.

TEM MAIS E PIOR
Além do filho, a imprensa tem divulgado que a Deputada Cidinha Campos, o Presidente da ALERJ, deputado Jorge Picciani e o Deputado Paulo Mello, também visitaram Cabral em horário e dia diferentes do permitido.

Consta ainda que as CÂMERAS DE VIGILÂNCIA da ALA onde o ex-governador está preso, encontram-se em número elevado, fora de condições de uso, impedindo, portanto, um acompanhamento correto do que ali acontece.

Autoridades devem dar o EXEMPLO, e mesmo que o preso seja pessoa de sua família ou grande parceiro, os horários devem ser respeitados. O que vale para um preso sem expressão no mundo da política, tem de valer para alguém que já teve expressão nesse mundo, e hoje não passa de um preso comum, com os mesmos direitos e deveres dos demais colegas de ALA e CELA.

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